sábado, 14 de dezembro de 2013

Aquela vontade esquisita de escrever qualquer coisa numa tarde qualquer

Sigo sendo
como letra no papel
como papel em branco de mim.

Escrevo porque sou
sou porque escrevo
e a palavra ganha vida
se torna quem ela cativa.

Faz mudar um pouco do que conhecemos
faz o certo ser duvidoso
faz o sentimento pular no papel de outro.

Mistura os acentos, as vírgulas e os pontos
tornando o final apenas um meio.

Onde um texto termina
começa outra pessoa sendo
as palavras num papel amassado
cheio de marcas do passado
cheio de vida por dentro.

Iiiii... Os pingos dos "i"s pulam
e saltitam entre desejos
me pego sonhando
desejando apenas um enredo.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Quem não se pode ser, pq?

Não quero conhecer você
porque já entendi o suficiente
muito menos manter uma conversa de um minuto
porque o silêncio é o melhor guia.

São desejos falando mais alto
são conexões que vão além de códigos

É mais de sentimento
é mais de toque
é mais disso

Que me torna uma drunk
uma joker
Piadista dos meus próprios medos

Stop talking
take me
That's it, all we need.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O que o coração suplica

Inesperado, juntinho, natural
vida por ela e por si só
sonhar, planejar?
seguir fora da rotina.
Natural, juntinho, inesperado
por mim, por você só
vento que me leva 
que me faz.

Mudar é essencial
Permanecer soa mais vital.
Guerreando entre esses mundos
o equilíbrio levanta a bandeira da paz.




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O encontro

Sou dessas
a vida e seus ares
de leve vou.
Caminho
sigo o seu
me perco no meu.
Uma sombra
Daydream.



domingo, 6 de outubro de 2013

Coração enganoso

Coração enganoso
aquele que vê e pensa sentir
aquele que sente mas não pode alcançar
doce vida com desejo de partir
Mesmo assim ele bateu a porta e deixei entrar.

Foi assim tão pequeno
num gesto tão tenro
um coração pobre pode voltar
pro afago desse cuidado
da porta da casa 
ele pode passar

Um anjo
com fome tão grande
de atenção o bastante
me fez despertar

Que o mundo mesmo tão grande
numa vida distante
a sinceridade eu pude enxergar
que o coração sendo enganoso
posso errar
e ainda assim
o perdão encontrar.




sábado, 28 de setembro de 2013

Marcas

O lugar que pertencemos
distante, surreal
intocável
Por dentro um acorde toca e nos chama
é a batida que nos guia
distante, surreal
agora um pouco mais próximo
são os olhares perdidos se encontrando
Marcas de um mundo que nos aceitam como somos
um dentro do outro
seguindo a batida que nos une
Distante, surreal
agora em uníssono
O lugar que pertencemos nos convida
Fechar os olhos e se deixar levar
pelo o que realmente importa.




quarta-feira, 31 de julho de 2013

Para Aquele, autor da minha fé.

(Nothing but a poem without no rhyme.)
Aquele que chama
acolhe e mesmo sem eu perceber
toca, cura, refaz
acalma meu breve ser
inquieta com questões pouco usuais
pega minha mão
aponta para o caminho.

Por hora confuso,
com um tempo talvez obscuro
busco entender
e no silêncio ele fala.
Pareço por vezes surda
sem a intenção de ser
pois é muito barulho aqui dentro.

Mas a insistência de sua voz perfaz
me acalenta
e sei que nunca mais
deixarei de sentir sua presença.