segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O que o coração suplica

Inesperado, juntinho, natural
vida por ela e por si só
sonhar, planejar?
seguir fora da rotina.
Natural, juntinho, inesperado
por mim, por você só
vento que me leva 
que me faz.

Mudar é essencial
Permanecer soa mais vital.
Guerreando entre esses mundos
o equilíbrio levanta a bandeira da paz.




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O encontro

Sou dessas
a vida e seus ares
de leve vou.
Caminho
sigo o seu
me perco no meu.
Uma sombra
Daydream.



domingo, 6 de outubro de 2013

Coração enganoso

Coração enganoso
aquele que vê e pensa sentir
aquele que sente mas não pode alcançar
doce vida com desejo de partir
Mesmo assim ele bateu a porta e deixei entrar.

Foi assim tão pequeno
num gesto tão tenro
um coração pobre pode voltar
pro afago desse cuidado
da porta da casa 
ele pode passar

Um anjo
com fome tão grande
de atenção o bastante
me fez despertar

Que o mundo mesmo tão grande
numa vida distante
a sinceridade eu pude enxergar
que o coração sendo enganoso
posso errar
e ainda assim
o perdão encontrar.




sábado, 28 de setembro de 2013

Marcas

O lugar que pertencemos
distante, surreal
intocável
Por dentro um acorde toca e nos chama
é a batida que nos guia
distante, surreal
agora um pouco mais próximo
são os olhares perdidos se encontrando
Marcas de um mundo que nos aceitam como somos
um dentro do outro
seguindo a batida que nos une
Distante, surreal
agora em uníssono
O lugar que pertencemos nos convida
Fechar os olhos e se deixar levar
pelo o que realmente importa.




quarta-feira, 31 de julho de 2013

Para Aquele, autor da minha fé.

(Nothing but a poem without no rhyme.)
Aquele que chama
acolhe e mesmo sem eu perceber
toca, cura, refaz
acalma meu breve ser
inquieta com questões pouco usuais
pega minha mão
aponta para o caminho.

Por hora confuso,
com um tempo talvez obscuro
busco entender
e no silêncio ele fala.
Pareço por vezes surda
sem a intenção de ser
pois é muito barulho aqui dentro.

Mas a insistência de sua voz perfaz
me acalenta
e sei que nunca mais
deixarei de sentir sua presença.



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Crônica mental

Tenho meus defeitos, manias e insistência em certos erros idiotas.
Tenho raiva, coragem e ao mesmo tempo coração mole e babaca.
Mas na verdade não me reconheço mais.
É muita construção e desconstrução pra se relatar.
É mais do que algo concreto que se possa medir.
Extrapola medidas, previsões e esquinas depredadas pelas ruas da cidade [pq é o que tá em evidência]
Pensamentos a mil por hora, vontade que não falta de abraçar o mundo.
Ser perfeita. [exigência de uma mente inquieta com o seu eu]
Mas imperfeita é o que se tem para todos os dias.
Frustrações faltam dedos para contar.
Mas Esperança é o que tem me despertado.
Ela já se despediu de mim um dia. Foi um tempo negro. Melhor não recordar.
Mas muito daquele baixo astral me fez e me faz. Revolta. Desfaz.
Tipos de mim mesma encontrados em cada olhar.
E um eu que não se pode enquadrar.
Pois é, quem sabe um dia juntos eu encontre respostas para tanta loucura?
Sim, sou bipolar.

domingo, 23 de junho de 2013

A poesia e a rua

A poesia e a rua
a pessoa e a alma
muita luta interna, muita paz escondida.
Um caminho sem direção a percorrer
amor ao chamado que me faz.
O sentimento de fazer parte.
A rua sem preconceitos me convida a sair,
a enfrentar os medos, me libertar dos meus anseios
a escutar o próximo com mais paixão.
É a vida que pulsa, no ritmo das minhas indagações.
Um amor para viver.
Nada mais me importa agora,
só posso ser, 
nas imperfeições, 
o que a rua me mostrou: EU SOU
(um dia serei)